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Caridade: “Nossa alegria é contribuir para a alegria de outras pessoas”

julho 19, 2017 by diocesedecacador in Destaque with 0 Comments

PÁG 05 - IMAGEM 01A caridade tem um dia especial no Brasil: 19 de julho. A data é pouco conhecida, mas virou lei em 1966, em plena ditadura militar, quando Castelo Branco era presidente. Esse dia nos possibilita refletir sobre o sentido e o valor da caridade nos dias atuais, bem como sensibilizar a sociedade para a sua importância.

Em virtude desta data tão importante, apresentamos uma entrevista com a senhora Terezinha De Martini, coordenadora da Cáritas da Paróquia Imaculada Conceição de Videira. Confira:

Jornal Fonte – Quando iniciou a Cáritas em Videira?
Terezinha – Estudos para a implantação da Cáritas iniciaram em julho de 2009, com as irmãs responsáveis pela Pastoral da Terra. Em abril de 2010, após várias reuniões em sintonia com a diocese, a nível paroquial e pensando na comunidade, optaram por iniciar. Mais reuniões foram realizadas com o vigário, o prefeito e representantes de várias entidades. Em seguida procurou-se um espaço e começou a ser feito o convite à possíveis colaboradores. Em 12 de setembro de 2010 houve a cerimônia de implantação da Cáritas, em Videira, com uma celebração presidida pelo Padre Jair Carlesso, que abraçou a causa.

Jornal Fonte – Quando a senhora começou a coordenar esse trabalho?
Terezinha – Apesar de não ter participado dos primeiros passos, nessas alturas, já me sentia tocada pelo trabalho, e logo fui convidada a iniciar efetivamente os trabalhos. Desde então coordeno a Cáritas.

Jornal Fonte – Como a senhora define esse trabalho de caridade e qual é a sua finalidade?
Terezinha – É um trabalho voluntário junto a excluídos e excluídas em defesa da vida, da prática evangélica de amor ao próximo, na forma mais simples de atuação, ou seja, atendendo o irmão em suas necessidades mais urgentes. No frio, o agasalho; na fome, o alimento; no desespero, o conforto da Palavra de Deus. Enfim, a acolhida possível em momentos de diferentes emergências.

Jornal Fonte – Como funcionam os atendimentos?
Terezinha – Nosso atendimento funciona junto à sede, espaço apropriado pra isso. Mas também fazemos visitas e levantamento de situações.
Nosso socorro é feito em diferentes circunstâncias: caso de famílias que chegam das mais diversas regiões à procura de trabalho e pouco ou nada trazem na bagagem, além de esperanças e filhos, famílias que perderam o emprego, cada vez em maior número, mães abandonadas com seus filhos pelos companheiros, filhos com pai ou mãe presos.
Um caso especial e inesperado foi a chegada dos haitianos, em grande número, comparando com o que éramos acostumados a lidar e que exigiram um aumento de trabalho e dedicação da Cáritas. Não estávamos preparadas para essa situação.
O atendimento é semanal ao público que nos procura e, normalmente, um dia por semana de serviços internos e sempre que for preciso em casos de urgência.

Jornal Fonte – Quantos voluntários atuam na Cáritas de Videira?
Terezinha – Em média são 15 voluntários fixos e outros eventuais. Alguns realizam entrevistas e anotações enquanto outros fazem o atendimento propriamente dito. Temos uma ficha-cadastro de anotações para acompanhamento.

Jornal Fonte – Quantas pessoas são atendidas em média?
Terezinha – Atendemos em torno de 160 famílias por mês, totalizando cerca de 600 pessoas.
Repassamos móveis, utensílios, colchões, cobertores, travesseiros, roupas em geral, calçados, fraldas geriátricas e principalmente, alimentos.

Jornal Fonte – Esse trabalho é transformador?
Terezinha – Esse trabalho não só nos transformou em pessoas melhores, mais generosas, como criou um espírito solidário social, podemos dizer que a solidariedade tomou conta da maioria dos videirenses e que Videira é hoje uma cidade mais solidária.

Jornal Fonte – Entre tantos atendimentos, há algum que queira destacar?
Terezinha – Houve muitas situações especiais, muitos casos até bizarros, outros emocionantes. Também há casos de completo abandono. Lembro de um casal de velhinhos que tinham que pular uma janela para entrar em sua casa, pois não havia porta. Uma mãe vinda do Nordeste que começou a dançar de felicidade quando entregamos a ela uma cama. Outra que vibrou ao receber uma xícara, dizendo: agora tenho onde tomar café! Há infinidade de casos que nos marcam profundamente, porém há também os que nos ameaçam ir às rádios ou até mesmo à polícia se não ganham o que exigem.

Jornal Fonte – Quais são os maiores desafios do trabalho?
Terezinha – Os maiores desafios são os de criar ações de promoção humana, libertar essas pessoas da tirania da pobreza, através do trabalho, da educação. Libertar do comodismo também é um grande desafio em alguns casos.

Jornal Fonte – Quais são as maiores alegrias?
Terezinha – Nossa alegria é contribuir para a alegria de outras pessoas. As grandes ajudas que recebemos também nos alegram muito! Quero registrar que além de parte do salário do prefeito, mensalmente, neste ano recebemos três campanhas de peso: do Banco SICOOB, do Corpo de Bombeiros e do SENAI, com milhares de peças de roupa, agasalhos e cobertores, além de pequenas campanhas que fazem grande diferença dando vida às nossas atividades.

Juliana Rodrigues
Pastoral da Comunicação

 

 

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